Por Onde Anda - Marco Baggio Netto

12/09/2018

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* Texto publicado originalmente em nosso jornal Fator A, edição 33, de dezembro de 2014
Edição: Raphael Ramirez

Nasci na fazenda do meu nono. Lá fiz o primário, e concluí o quarto ano do primário na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná. A minha infância foi boa demais; morar em fazenda é uma tranquilidade. Eu estudava de manhã e de tarde eu brincava; nós éramos sete irmãos.

Iniciei a minha carreira em 11 de maio de 1953, como contínuo no Banco Mercantil e Industrial do Paraná S/A. O gerente na época, o sr. Euclydes Salvalaggio, era casado com uma tia minha, e foi ele quem me deu esta oportunidade de emprego. O contador era o sr. Ary Casagrande, que alguns meses depois foi substituído pelo sr. Tomaz Edison. Com o tempo passei a conhecer todas as carteiras dentro da agência, e em setembro de 1957 fui nomeado contador.

Em dezembro de 1958 fui transferido para Itararé (SP), pelo Banco Mercantil e Industrial do Paraná. Aquela era a única agência fora do estado, e representava a empresa em outra região. Retornei a Rio Claro depois de um ano. Em dezembro de 1963, por solicitação do Sr. Délcio Araújo, fui transferido para Santo Antônio da Platina (PR).

Em janeiro de 1965 fui para Abatiá (PR), assumir a minha primeira gerência. Em seguida fui para Joaquim Távora, Siqueira Campos e Ibaití. No ano seguinte, por solicitação do sr. Antônio Ferreira Neto, fui transferido para Cruz Alta (RS), para a abertura da quarta agência naquele estado, com o nome de Banco Mercantil e Industrial do Rio Grande do Sul S/A. Em 1967 fui transferido para Rio Grande (RS), também com a tarefa de abertura de agência.

Em 1969, por motivos particulares, fui transferido para Curitiba (PR), na gerência da agência João Negrão. Como eu parei os meus estudos no quarto ano do primário, quando eu vim para Curitiba, aos 29 anos, eu fiz o supletivo, Economia e Administração. No ano seguinte, tornei-me gerente administrativo da agência Mal. Deodoro, e em 1972 fui transferido para o Centro de Processamento de Dados, aonde fiquei até 1978, quando assumi a Diretoria Executiva da Associação Bamerindus. No mesmo ano fui transferido para a ASTEC, e no ano seguinte para o Departamento de Créditos Especiais. Quando o sr. José Eduardo assumiu a presidência, achou que eu deveria prestar serviços na Umuarama Planejamento e Empreitadas Ltda., prestadora de serviços para o Bamerindus Reflorestamento S/A. Em 1982 voltei a Curitiba como Diretor da Aurora Segurança e prestadora de serviços.

Um grande amigo que eu não sinto saudade, porque eu o vejo constantemente, é o Antônio Ferreira Neto, que é uma pessoa que eu admiro muito. O Délcio Araújo e o Carlos Romeu Tramontin também são grandes amigos, e claro, o Euclydes Salvalaggio, que foi quem me colocou dentro do banco quando eu tinha apenas 12 anos, e me ensinou tudo o que eu sabia.

Eu conheci o seu Avelino uns dois anos antes de abrir a primeira agência aonde trabalhei, em 1953; nós passamos a ter contato diário quando eu vim trabalhar em Curitiba, na mesma agência aonde ficava o escritório dele; o contato com ele sempre foi muito bom.

Eu me aposentei em 1987, quando o Eduardo fez o plano de Honra ao Mérito. Naquela época eu prestava serviços no Bamerindus Reflorestamento S/A. e na Impacel Papel e Celulose S/A., em ambas como Diretor. Após isto, ao lado do dr. Germano, montei uma factory. Trabalhamos juntos até meados de 1998, e desde então trabalho por conta própria no mesmo ramo. Eu tenho uma clientela restrita, que não me dá muita preocupação; desta maneira, me mantenho ativo diariamente.

Conheci a minha esposa fazendo o quarto ano do primário, em 1952. Começamos a namorar em 1957 e estamos juntos até hoje. Tivemos três filhos, a Valéria, o Mauro e a Andréa, e oito netos. Um dos nossos programas favoritos é viajar.

A gente brinca que a Apabam é um mal necessário, mas se não fosse a Apabam, hoje nós não estaríamos recebendo a nossa aposentadoria. A Apabam tem sido muito importante na vida dos Bamerindianos. Eu digo a todos que continuem prestigiando a Apabam, que visitem, deem sugestões. Eu já fui conselheiro da Apabam, e sei como é bacana o trabalho feito por todos.

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