Exposio no Rio de Janeiro marca o centenrio de vida de Carmem Miranda

23/07/2009

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Com o intuito de relembrar e preservar a história de um dos maiores ícones da cultura popular brasileira, a Fundação Biblioteca Nacional expõe algumas peças de seu acervo na mostra É com esses balangandãs que eu vou! 100 anos de Carmen Miranda na Biblioteca Nacional, entre os dias 20 de julho e 22 de agosto. A mostra acontece simultaneamente no saguão do prédio sede da Fundação Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219) e na Divisão de Música e Arquivo Sonoro (Palácio Gustavo Capanema – Rua da Imprensa, 16 / 3o andar).

Carmen Miranda nasceu em 9 de fevereiro de 1909. Por interpretar cerca de 300 músicas de diversos compositores e atuar em mais de vinte filmes nacionais e estrangeiros, a Pequena Notável é considerada um ícone da cultura de massa no Brasil. Personificando a it girl dos anos 20, o jeito brejeiro, talento musical e o charme ajudaram a consolidá-la como mito construído em seu tempo e após a sua morte. Era considerada uma mulher inovadora, que desafiava com criatividade algumas concepções da sociedade patriarcal de sua época. Como personagem pública, inventava e fazia circular modas.

O primeiro grande sucesso musical interpretado por Carmen foi a marchinha Ta-hí: pra você gostar de mim, composição de Joubert de Carvalho lançada no Carnaval de 1930. A partir daí seguiram-se inúmeros sucessos e parcerias musicais: Ary Barroso, Synval Silva, Dorival Caymmi, Pixinguinha, entre outros.

Participou de vários filmes brasileiros ao lado de sua irmã Aurora. Um exemplo é Alô, alô, Carnaval, lançado em janeiro de 1936, no qual ambas interpretam a música Cantores do Rádio. Sua carreira internacional iniciou-se alguns anos depois, quando foi descoberta pelo produtor norte-americano Lee Shubert. A artista chegou a Hollywood no início da década de 1940 após uma breve temporada na Broadway, em 1939. É impossível dissociar, no imaginário coletivo, o talento musical de Carmen dos filmes hollywoodianos estrelados por ela. A figura da baiana, ou melhor, da Lady in the tutti frutti hat, despontaria em várias produções como That night in Rio, Aconteceu em Havana, The Gang's all here, entre outras.

Carmen Miranda faleceu nos EUA em agosto de 1955, com apenas 46 anos. Seu corpo foi trazido para o Brasil e o cortejo acompanhado por mais de meio milhão de pessoas.

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