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MEMRIA - Conhea os alimentos amigos

30/07/2009

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Gostosas, saudáveis e lindas. Não é à toa que as frutas são tão coloridas. A cor vem dos antioxidantes, substâncias que protegem os vegetais das agressões do sol, do frio e da poluição. Pesquisas mostram que uma delas, a fisetina, é benéfica também para a memória.

"Estudos em animais mostraram que os ratinhos lembravam de determinados objetos com maior facilidade e maior rapidez quanto tinham uma dieta rica em fisetina", revela a nutricionista Raquel Dias, da PUC do Rio Grande do Sul, que ensina a preparar um cardápio rico em fisetina e outros alimentos que fazem bem para o funcionamento das células nervosas, chamadas neurônios. A refeição inclui um antigo vilão das dietas, aos poucos reabilitado: o ovo.

"Para quem não tem problemas de colesterol alto nem história familiar de hipocolesteronemia, não há problema nenhum em consumir ovo. Ele tem colina, uma substância presente na gema e que faz parte da membrana dos neurônios, fazendo com que eles funcionem melhor", explica a nutricionista.

Na cozinha, mãos à massa, que deve ser integral. "Os grãos integrais são ricos em vitaminas do Complexo B, que também são importantes pra o funcionamento adequado do nosso sistema nervoso central. A memória é uma das funções aperfeiçoadas", explica Raquel Dias.

Para acompanhar, um molho de tomate, rico em fisetina, a substância amiga da memória. O segundo prato é omelete com sardinha, peixe que tem ômega-3, um antioxidante poderoso que dá vitalidade para as células.

"No momento em que a célula nervosa funciona bem, todas as conexões, todos os neurotransmissores, todas as informações que devem passar de uma célula para outra, passam de maneira mais adequada e mais facilitada. Então, com certeza, vão atuar beneficamente na memória também", diz a nutricionista.

As estrelas do cardápio são as frutas, que têm vitaminas e muita fisetina. Maçã, laranja e morangos vão para o liquidificador.

"Podemos chamar de suco com as frutas da memória", conta Raquel Dias.

Uma dose extra de fisetina na sobremesa: uvas e kiwi frescos. Para completar a refeição, salada.

Os alimentos da memória passaram pelo teste da cozinha. A dona de casa Helena Rocha preparou as receitas e avaliou se são caras ou acessíveis, fáceis ou difíceis de fazer.

Para experimentar, alguém que precisa muito de boa memória: o estudante Pedro Ferreira, que está se preparando para o vestibular. Toda ajuda é bem-vinda! Ele luta por uma vaga em uma universidade federal.

Na cozinha, a avó fez a sua parte: em meia hora, tudo estava pronto. O almoço, que custou R$ 28, daria para pelo menos cinco pessoas.

"É rápido, bom e barato", constatou dona Helena.

Mas será que essa comida é saborosa? "Quando comemos quietos é porque a comida está boa", disse dona Helena, em meio ao silêncio durante a refeição.

Já que as frutas são amigas da boa memória, dona Helena ensina um truque para não desperdiçar: servi-las junto com os pratos principais. "Se deixarmos na cozinha, as frutas estragam e jogamos fora. E assim não. Temos que por na mesa. Porque temos preguiça de lavar, descascar. Com tudo prontinho, é só pegar um garfinho e por na boca", conta.

"É verdade, a preguiça é bem grande", confirma Pedro.

Cardápio aprovado. Os alimentos amigos da memória já fazem parte do ritual de preparação para o vestibular.

"Essa vai ser a desculpa. Vou dizer que estou com falta de memória!", diz Pedro.

"E a avó vai gostar, porque sardinha é barata", completa dona Helena.

por GUACIRA MERLIN, de Porto Alegre
para o site do Globo Repórter

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